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Fui Acusado de Violência Doméstica: O Que Fazer?

  • wenersonneiva
  • 1 de ago.
  • 4 min de leitura

Wenerson Neiva Advocacia — Consultoria & Assessoria Jurídica




Receber uma acusação de violência doméstica é uma situação que gera medo, confusão e insegurança. De um momento para o outro, o acusado pode se ver diante de uma medida protetiva, de um boletim de ocorrência ou até de uma intimação para audiência, sem saber exatamente quais são seus direitos, seus deveres e os próximos passos do processo. Este texto tem o objetivo de esclarecer, de forma simples e didática, como funciona esse tipo de acusação no Brasil e por que a orientação de um advogado especializado é fundamental desde o primeiro momento.


O que caracteriza a violência doméstica segundo a lei

A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) foi criada para proteger mulheres em situação de violência doméstica e familiar, mas é importante entender que ela não se limita à agressão física. A legislação reconhece cinco formas de violência:

  • Física — qualquer conduta que ofenda a integridade corporal;

  • Psicológica — ameaças, humilhações, manipulação, controle excessivo ou isolamento;

  • Sexual — constrangimento à prática de ato sexual não consentido;

  • Patrimonial — retenção, destruição ou subtração de bens e valores;

  • Moral — calúnia, difamação ou injúria.


Essa amplitude explica por que muitas acusações surgem de situações que o acusado sequer imaginava que pudessem configurar crime ou dar ensejo a medidas protetivas.


Primeiros passos após ser notificado

Se você foi notificado de uma medida protetiva, intimado para audiência ou soube que um boletim de ocorrência foi registrado contra você, alguns cuidados são essenciais:

  1. Não procure a vítima. Mesmo que a intenção seja explicar a situação ou buscar reconciliação, qualquer contato pode ser interpretado como descumprimento de medida protetiva, o que constitui crime autônomo, com pena de detenção.

  2. Não publique nada sobre o caso em redes sociais. Comentários, desabafos ou provocações podem ser usados como prova contra você.

  3. Reúna documentos e informações relevantes. Mensagens, testemunhas, provas de localização e qualquer elemento que ajude a reconstruir o contexto dos fatos devem ser preservados.

  4. Compareça às audiências designadas. A ausência injustificada pode ser interpretada de forma desfavorável e, em alguns casos, gerar consequências processuais adicionais.

  5. Procure um advogado imediatamente. O prazo para apresentar defesa, contestar uma medida protetiva ou solicitar sua revisão costuma ser curto, e cada etapa do processo exige estratégia própria.


Medidas protetivas: o que significam na prática

As medidas protetivas de urgência podem incluir, entre outras providências, o afastamento do lar, a proibição de aproximação e contato com a vítima, a suspensão do porte de armas e a fixação de alimentos provisórios. É fundamental compreender que essas medidas são deferidas, em regra, de forma liminar — ou seja, antes mesmo de o acusado ser ouvido. Isso não significa que a decisão seja definitiva: existe a possibilidade de apresentar defesa, pedir revisão ou impugnar a medida perante o juízo competente, sempre com o suporte técnico adequado.


Diferença entre medida protetiva e processo criminal

É comum a confusão entre esses dois âmbitos, mas eles caminham de forma distinta:

  • A medida protetiva é uma providência de natureza cível e urgente, destinada a resguardar a integridade da suposta vítima enquanto os fatos são apurados.

  • O processo criminal, por sua vez, é o instrumento pelo qual se apura se houve, de fato, a prática de um crime, podendo resultar em absolvição, arquivamento ou condenação, conforme as provas produzidas.


Uma pessoa pode estar sujeita a uma medida protetiva sem que exista, necessariamente, uma condenação criminal — e é justamente por isso que a defesa técnica em ambas as frentes é indispensável.


A importância da defesa técnica especializada

Casos de violência doméstica envolvem questões sensíveis, prazos processuais rígidos e nuances jurídicas que exigem conhecimento aprofundado da legislação e da jurisprudência aplicável. Um advogado especializado atua para:

  • Analisar detalhadamente o boletim de ocorrência e os elementos da acusação;

  • Elaborar a defesa mais adequada ao caso concreto, seja no âmbito cível (medidas protetivas), seja no âmbito criminal;

  • Requerer a revisão ou revogação de medidas protetivas quando cabível;

  • Acompanhar o acusado em todas as audiências e atos processuais;

  • Orientar sobre a conduta a ser adotada durante todo o trâmite, evitando que atitudes impulsivas prejudiquem a defesa.


Considerações finais

Ser acusado de violência doméstica é uma experiência que gera impacto imediato na vida pessoal, familiar e profissional de qualquer pessoa. Justamente por isso, agir com cautela, buscar orientação jurídica especializada desde o início e evitar decisões precipitadas são atitudes que fazem toda a diferença no desfecho do caso.


Se você está passando por essa situação, não enfrente esse momento sozinho. Um acompanhamento jurídico qualificado, iniciado o quanto antes, é o caminho mais seguro para proteger seus direitos e construir a melhor estratégia de defesa.


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Cada hora conta quando há uma medida protetiva ou uma acusação em curso. Entre em contato com a Wenerson Neiva Advocacia — Consultoria & Assessoria Jurídica e tenha uma análise sigilosa e personalizada do seu caso.

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Este texto tem caráter meramente informativo e não substitui a análise individualizada de um advogado. Cada caso possui particularidades que devem ser avaliadas de forma específica.

 
 
 

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